mfa

FÁBULA é uma narração breve, de natureza simbólica, cujos personagens por via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral.

PARÁBOLAS.

PARÁBOLAS , falam de algo que o povo já conhece, para levá-lo a descobrir aquilo que ele nem imagina. Assim podem falar de realidades misteriosas como o Reino de Deus, por exemplo, como as parábolas de Jesus nos envolvem naquilo que está sendo apresentado e provocam uma iluminação por meio de uma comparação que nos faz perceber como a realidade funciona...

METÁFORA.


METÁFORA é uma figura de estilo (ou tropo linguístico), que consiste numa comparação entre dois elementos por meio de seus significados imagísticos, causando o efeito de atribuição "inesperada" ou improvável de significados de um termo a outro. Didaticamente, pode-se considerá-la como uma comparação que não usa conectivo (por exemplo, "como"), mas que apresenta de forma literal uma equivalência que é apenas figurada.

MITO é uma narrativa de caráter simbólico, relacionada a uma dada cultura. O mito procura explicar a realidade, os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis. O mito só fala daquilo que realmente aconteceu do que se manifestou, sendo as suas personagens principais seres sobrenaturais, conhecidos devido aquilo que fizeram no tempo dos primordios. Os mitos revelam a sua actividade criadora e mostram a “sobrenaturalidade” ou a sacralidade das suas obras. Em suma os mitos revelam e descrevem as diversas e frequentemente dramáticas eclosões do sagrado ou sobrenatural nomundo. É está “intormição” ou eclosão do sagrado(sobrenatural), que funda, que dá origem ao mundo tal como ele é hoje. Sendo também graças à intervenção de seres sobrenaturais que o homem é o que é hoje.

Ler é viajar sem sair do lugar.

Ler é viajar sem sair do lugar.

Desperte para o Mundo Encantado da Leitura.


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domingo, 11 de novembro de 2012

A ÁRVORE DOS PROBLEMAS




Eu tinha contratado um carpinteiro para ajudar-me a consertar um armário. O dia dele não tinha sido nada fácil: trabalhou duro, sua máquina de cortar madeira estragou, ele perdeu uma hora de trabalho e, na hora de sair, seu velho caminhão se negava a arrancar.

Levei-o para casa. Ele estava sentado ao meu lado. Não falou nada. Quando chegamos, convidou-me para conhecer sua família. Caminhando até a porta, ele parou um momentinho diante de uma pequena árvore e tocou-a, com suas mãos nas pontas dos galhos.


Quando se abriu a porta, aconteceu a transformação: a cara dele estava bem iluminada por um grande sorriso. Abraçou o filho e deu um beijo em sua esposa.

Mais tarde ele me acompanhou até o carro. Quando passamos perto da árvore, fiquei curioso e lhe perguntei sobre o que tinha observado antes:
- Oh, esta é a minha árvore de problemas, respondeu ele. Sei que não tenho como evitar problemas no trabalho, mas de uma coisa eu sei: eles não pertence à minha casa nem à minha esposa, nem aos meus filhos Por isso, eu simplesmente os penduro na árvore quando chego em casa de noite. Na manhã seguinte, eu os recolho de novo.

Continuou ele falando:


- O engraçado é, disse ele sorrindo, que, quando saio de manhã para recolhe-los, nunca há tantos problemas como me lembro de ter colocado na noite anterior.




Autoria desconhecida

sábado, 28 de abril de 2012

O BURRO NO POÇO




Um dia, o burro de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.
O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.
A cada pá de terra que caía sobre suas costas, o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima.
Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o burro de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.
O burro não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente. Porém, para surpresa de todos, o burro aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.
A cada pá de terra que caía sobre suas costas, o burro a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.
A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.
Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O sábio e a borboleta.



Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes.

Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas.

Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima idéia da resposta.

Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.

Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.

Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.

Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:
- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!
- O que você vai fazer? - perguntou a outra menina.
- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos.




Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.

Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu.

Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la.

Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.

A menina aproximou-se e perguntou:
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:



- Depende de você... ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, é o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém porque algo deu errado.

O insucesso é apenas uma oportunidade de começar novamente com mais inteligência.

Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não.

Nossa vida está em nossas mãos --- como uma borboleta azul.

Cabe a nós escolher o que fazer com ela, só a nós; não deixe ninguém interferir nisso.

Nunca !!!


Autoria desconhecida

domingo, 25 de setembro de 2011

O SÁBIO E A VAQUINHA


Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações e sem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:


“Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?”
“O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento”, disse o chefe da família. Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.




O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:

“Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.”

O discípulo não acreditou.


“Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!”

O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:

“Vá lá e empurre a vaca no precipício.”

Indignado, porém, resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.

Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá havia alguns anos.
“Claro que sei. Você está olhando para ela”, disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.


Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:


“Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?”

O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:


“Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos. Mas, um dia, ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.
(Autor desconhecido)

sábado, 17 de setembro de 2011


Fábula de Philipp Otto Runge, pintor alemão do século XIX.

Por :Leonardo Boff


Nossa cultura ocidental se caracteriza por excessiva arrogância, exacerbada pela tecnociência com a qual domina o mundo. Em tudo se mostra excessiva: na exploração ilimitada da natureza, na imposição de suas crenças políticas e religiosas e quando acha oportuno, na guerra levada a todos os quadrantes. Esta cultura padece do “complexo-Deus”, pois pretende tudo saber e tudo poder.

Um certo casal vivia numa choupana miserável junto a um lago. Todo dia a mulher ia pescar para comer. Certa feita, puxou em seu anzol um peixe muito estranho que não soube identificar. O peixe foi logo dizendo: “não me mate, pois não sou um peixe qualquer; sou um príncipe encantado, condenado a viver neste lago; deixa-me viver”. E ela deixou-o viver.
Ao chegar em casa, contou o fato ao marido. Este, muito esperto, logo lhe sugeriu: se ele for de fato um príncipe encantado, pode nos ajudar e muito. Corra para lá e tente pedir a ele que transforme nossa choupana num castelo. A mulher, relutando, foi. Com voz forte chamou o peixe. Este veio e lhe disse: “que queres de mim”? Ela lhe respondeu: “você deve ser poderoso, poderia transformar minha choupana num castelo”. “Pois, será feito o teu desejo”, respondeu o peixe.
Ao chegar a casa, deparou com um imponente castelo, com torres e jardins e o marido vestido de príncipe. Passados poucos dias, disse o marido à mulher, apontando para os campos verdes e as montanhas. “Tudo isso pode ser nosso. Será o nosso reino; vá ao príncipe encantado e peça-lhe que nos dê um reino”. A mulher se aborreceu com o desejo exagerado do marido, mas acabou indo. Chamou o peixe encantado e este veio. “Que queres agora de mim”, perguntou ele. Ao que a pescadora respondeu: “gostaria de ter um reino com todas as terras e montanhas a perder de vista”. “Pois, seja feito o teu desejo” respondeu o peixe.
Ao regressar, encontrou um castelo ainda maior. E lá dentro seu marido vestido de rei com coroa na cabeça e cercado de príncipes e princesas. Ambos ficaram felizes por uns bons tempos. Então o marido sonhou mais alto e disse: “Você, minha mulher, poderia pedir ao príncipe encantado que me faça Papa com todo o seu esplendor”. A mulher ficou irritada. “Isso é absolutamente impossível. Papa existe somente um no mundo”. Mas ele fez tantas pressões que finalmente a mulher foi pedir ao príncipe: “quero que faça meu marido Papa”. “Pois, seja feito o teu desejo”, respondeu ele. Ao regressar viu o marido vestido de Papa cercado de cardeais, bispos e multidões ajoelhadas diante dele. Ela ficou deslumbrada. Mas passados uns dias, ele disse: “só me falta uma coisa e quero que o príncipe ma conceda, quero fazer nascer o sol e a lua, quero ser Deus”. “Isso o príncipe encantando, seguramente não poderá fazer”, disse a mulher pescadora. Mas sob altíssima pressão e aturdida foi ao lago. Chamou o peixe. E este lhe perguntou: “que queres, por fim, mais de mim”? Ela falou: “quero que meu marido vire Deus”. O peixe lhe disse: “Retorne e terás uma surpresa”. Ao regressar, encontrou seu marido sentado diante da choupana, pobre e todo desfigurado. Creio que ambos ainda estão lá até os dias de hoje.
Assim acontecerá, consoante as tragédias gregas, com aqueles que vivem de hybris, quer dizer, de excessiva pretensão. Eles serão inexoravelmente castigados. Não será esse talvez o destino de nossa civilização?

Fonte: 
Leonardo Boff.
  Cronópios.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Porque o sapo não pula?



De acordo com o mito, se você colocar um sapo numa panela de água fervendo ele pula fora e salva a própria vida. Mas, se você colocar o sapo numa panela de água fria e for esquentando a água aos poucos, ele não percebe a mudança da temperatura e morre cozido.
Mas porque o sapo não pula quando a água começa a ficar quente? Será que ele não sente que a água esquentou? Vamos tomar a personalidade dele, enquanto água está esquentando, e verificar o que se passa na cabeça do sapo.o 28 Graus - Humm que água gostosa..
o 32 Graus - É... a água está boazinha...
o 36 Graus - Esta água está ficando sem graça, será que está esquentando? Bobagem! Por que a água iria esquentar? Deve ser impressão minha.
o 38 Graus - Estou ficando com calor... Que droga de água! Ela nunca foi quente, por que está esquentando?
o 39 Graus - Essa água é uma porcaria! Melhor nadar um pouco em círculos até a água esfriar de novo.
o 40 Graus - Esta água é muito quente , humm que ruim! Vou voltar lá para aquele lado que estava mais fresco ou será que é melhor esperar um pouco?
o 42 Graus - Realmente, esta água está péssima, quente de verdade, tenho que falar com o supervisor das águas. Claro, eu podia pular fora, mas onde será que vou cair? Melhor esperar só mais um pouquinho.
o 43 Graus - Meu Deus! Será que eu tenho que fazer tudo por aqui? Já reclamei e ninguém toma uma atitude?
o 44 Graus - Mas este supervisor de águas não faz nada? Será que ninguém nota que a água está super quente? Vou esperar mais um pouco...
o 45 Graus - Se ninguém fizer nada eu vou fazer um escândalo.... Aiiiii que calor!
o 46 Graus - Eu devia ter pulado fora quando eu tive oportunidade, agora é tarde. Estou sem forças.
o 48 Graus - "sapo morto"O pensamento do sapo ilustra o processo de mudança no ambiente e como as pessoas reagem. No mundo de hoje em que as mudanças bruscas de "temperatura" são tão corriqueiras, quem pensa como o sapo perde as oportunidades de mudar e crescer.
Se você tem, por exemplo, dificuldade de relacionamento, com pares, ou com colegas ou com a sua chefia,ou de lidar com novos desafios, que tal parar de reclamar e de tentar mudar o outro e saltar? Pule para uma atitude mais sadia de rever suas próprias atitudes e mudar você!

Vamos lá! Pense a que nível está a temperatura da sua água? Qual vai ser o primeiro passo que você vai dar? Uma pequena mudança de atitude, como por exemplo, chegar sorrindo todo dia no trabalho, ou dar um "Bom dia" caloroso a todos quando chegar, abre as portas para outras mudanças internas maiores. Mas, não faça como o sapo que ficou dando voltas dentro da mesma panela.
Seja honesto com você mesmo e mude para valer!


Texto de Eliana Dutra









Copiado  esse texto do blog :  http://pensoinsisto.blogspot.com/

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dar de si mesmo.


" O livro edificante vacina a mente infantil  contra o mal"
 (André Luiz)



Leitura de contos, historinhas, fábulas e histórias.
Solange,  pelo incentivo e estímulo a prática
da boa leitura à sua filha, eu te homenageio e
te parabenizo.
Parabéns!!
Sua filha linda e inteligente só tem a ganhar!!
VITÓRIA para ela!
Rejane



Dar de si mesmo.
Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.
Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que freqüentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.
Pensou...pensou... e resolveu:
-         Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.
Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:
-         Vou dar esse dinheiro a um mendigo!
A mãezinha, contudo, considerou:
-         Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.
Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...
-         Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:
-         Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.
Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:
-         O que você vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha estufou o peito e informou:
-         Vou dá-lo a alguém!
Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
-         Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.
Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.
-         Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.
Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.
Aproximando-se, perguntou gentil:
-         O que você tem Raquel?
A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
-         Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.
Laurinha respirou,  aliviada:
-         Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
-         Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.
Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
-         A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.
A senhora abraçou a filha, satisfeita:
-         Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.
Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.
- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.



Fonte: http://historiasinfantis.webs.com/


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A ORDEM INVERSA: A LIÇÃO DO FILHO AO PAI.



"Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para
viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres.

O objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais
que possuía, o status, o prestígio social; o pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.

Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo...

Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:

- E aí, filhão, como foi a viagem para você ?

- Muito boa, papai.

- Você viu a diferença entre viver com riqueza e viver na pobreza ?

- Sim pai! Retrucou o filho, pensativamente.

- E o que você aprendeu, com tudo o que viu naquele lugar tão paupérrimo ?

O menino respondeu:

- É pai, eu vi que nós temos só um cachorro em casa, e eles têm quatro.

Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim.

Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes
e eles têm as estrelas e a lua no céu.

Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha.

Nós temos alguns canários em uma gaiola eles têm todas as aves
que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!

O filho suspirou e continuou:

- E além do mais papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição,
enquanto que nós em casa, sentamos à mesa falando de negócios, dólar,
eventos sociais, daí comemos, empurramos o prato e pronto!

No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto que ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive
a nossa visita na casa deles. Lá em casa, vamos para o quarto,
deitamos, assistimos televisão e dormimos.

Outra coisa, papai, dormi na rede do Tonho, enquanto que ele dormiu no chão,
pois não havia uma rede para cada um de nós.

Na nossa casa colocamos a Maristela, nossa empregada, para dormir naquele quarto onde guardamos entulhos, sem nenhum conforto, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.

Conforme o garoto falava, seu pai ficava estupefado, sem graça e envergonhado.

O filho na sua sábia ingenuidade e no seu brilhante desabafo, levantou-se, abraçou o pai e ainda acrescentou:

- Obrigado papai, por me haver mostrado o quanto nós somos pobres

MORAL DA HISTÓRIA:

Não é o que você tem, onde está ou o que faz, que irá determinar a sua felicidade; mas o que você pensa sobre isto! Tudo o que você tem, depende da maneira como você olha, da maneira como você valoriza. Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, então... Você tem tudo!"










sexta-feira, 22 de julho de 2011

O caminho do meio .





Durante seis anos, Siddhartha e os seus seguidores viveram em silêncio e nunca sairam da floresta.

Para beber, tinham a chuva, como comida, comiam um grão de arroz ou um caldo de musgo,ou as fezes de um pássaro que passasse. Estavam tentando dominar o sofrimento tornando as suas mentes tão fortes que se esquecessem dos seus corpos.

Então... um dia, Siddhartha escutou um velho músico, num barco que passava, falando para o seu aluno...
"Se apertares esta corda demais, ela arrebenta;
e se a deixares solta demais, ela não toca."




De repente, Siddhartha percebeu de que estas palavras simples continham uma grande verdade, e que durante todos estes anos ele tinha seguido o caminho errado.

Se apertares esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixares solta demais, ela não toca.

Uma aldeã ofereceu a Siddhartha a sua taça de arroz.

E pela primeira vez em anos, ele provou uma alimentação apropriada.

Mas quando os ascetas viram o seu mestre banhar-se e comer como uma pessoa comum, sentiram-se traídos, como se Siddhartha tivesse desistido da grande procura pela iluminação.

(Siddhartha os chamou)

- Venham...
- e comam comigo.

Os ascetas responderam:
- Traíste os teus votos, Siddhartha. Desistiu da procura. Não podemos continuar a te seguir. Não podemos continuar a aprender contigo.
e foram se retirando, Siddharta disse:
- Aprender é mudar.

- O caminho para a iluminação está no Caminho do Meio.

- É a linha entre todos os extremos opostos.

O Caminho do Meio foi a grande verdade que Siddhartha descobriu, o caminho que ensinaria ao mundo.



 
Comentário e análise:
Muito se fala sobre isso, mas a compreensão exata do que representa, cada um encontra a seu próprio tempo, numa visão profundamente pessoal. Percebe-se de forma diferente, o que na essência permanecerá sempre inalterado...
É um caminho muito sutil, que só se apresenta aos olhos da alma... e somente depois que atingimos um determinado ponto no desenvolvimento dos dois caminhos iniciais que todo ser humano deve trilhar antes de encontrá-lo: o caminho da alma e o caminho do mundo...
Através da religião ou busca mística, despertamos a centelha divina que nos permite estabelecer uma ligação profunda e permanente com a sabedoria do Universo. Este será o caminho da expressão interna, da essência, do invisível... o caminho da alma...
Entretanto, a busca mística somente não basta. Afinal o próprio nome já indica: Caminho do MEIO.
É necessário também que se encontre seu lugar no mundo, geralmente bem visível para quem segue sua vocação, seu dom, seu talento, enfim, o nome que queiram usar... Este será o caminho de expressão externa, do visível, do físico... o caminho do mundo...
O ser humano é de natureza DUAL e jamais encontrará seu caminho do meio, se não desenvolver esses dois aspectos de sua natureza de forma conjunta e harmônica, ou seja, seus dons e talentos terão a função de expandir o lado objetivo e sua busca mística de expandir seu lado subjetivo.
Entretanto, um fato comum, é que se confunda um desses dois caminhos com o principal. Cria-se então um apego exagerado ao externo ou interno, gerando desequilíbrio. Quando isso ocorre, todo o processo evolutivo fica em suspenso até que ambos atinjam o mesmo nível de desenvolvimento. Por isso é que alguns caminham mais rápido que outros: uns percebem essa ligação e outros não...
Assim sendo, quando ambos atingem esse determinado ponto em sua escala evolutiva, percebe-se claramente quais são esses dois caminhos, quais foram suas lições e como se completam perfeitamente...
Somente a partir dessa nova consciência, surgirá então esse outro caminho... O nosso caminho do meio!
Aquele que nada mais será do que a união dos dois outros anteriores, devidamente lapidados e desenvolvidos!
Neste novo caminho poderemos então, cumprir nossa missão de forma plena e consciente. Estaremos preparados externa e internamente para manifestar tudo de divino que trazemos na alma e com certeza, seremos um instrumento através do qual o Universo se manifestará, trazendo evolução e luz a todos que estiverem à nossa volta!

Por :  Débora Casalechi
Fonte:
http://somostodosum.ig.com.br/













quinta-feira, 5 de maio de 2011

O VAGA-LUME E A ESTRELA


Texto e peça artesanal de Má Ferreira



O VAGA-LUME E A ESTRELA


Dia desses estava o Vaga-Lume a sentir um pouco de inveja das estrelas:

- Felizes são as estrelas, que estão pertinho do céu! Eu queria ser
uma delas, eu queria ser visto por todas as pessoas do mundo inteiro!

A noite estava linda. Quase não se via a cor azul do céu com tantas estrelas juntas, brilhando.

Foi quando uma estrelinha em especial chamou-lhe a atenção:

- Porque perdeu o brilho a Estrela? Porque esta tão triste? Pensou intrigado.


Vaga-Lume sentiu uma vontade enorme de se aproximar da estrelinha, de fazer-lhe carinho, ou cócegas no seu pezinho, só para vê-la sorrir.

Naquela noite, voltou para sua casa pensativo e inquieto.Voava baixo e cabisbaixo. Não parava de pensar na estrelinha solitária.

- Porque será que chora a Estrelinha? Pensava.

Vaga-Lume não conseguia adormecer. Contou carneirinhos. Muitos carneirinhos.Um, dois, três, quatro... Nada do sono chegar. Só de manhãzinha adormeceu.

Quando acordou, estava determinado:

-Vou descobrir o que acontece com a Estrelinha.

O dia demorou a passar. Vaga-Lume contava os segundos para que o sol se escondesse e as primeiras estrelas surgissem.

Assim que a noitinha chegou Vaga-Lume olhou para o céu. Era noite de lua nova, que estava bem pequena. Então as estrelas fizeram um concurso para ver quem luzia mais. O céu ficou super iluminado!

Só a Estrelinha não brilhava.

Vaga-Lume voou em sua direção. Quando chegou pertinho dela foi logo dizendo:

-Oi Estrelinha! Posso me aproximar? Posso ser seu amigo?

-Não sei “moço” que brilha, meu pai pode não gostar. Respondeu a Estrelinha, com o
rostinho assustado.



-Sou “moço” bom Estrelinha, não tenha medo de mim.


Sentou-se ao lado da pobre e perguntou:

-Porque você não brilha Estrelinha? Porque está tão triste?

- Ah... - Respondeu a Estrela. Queria ser vaga-lume.

Quase não segurando o riso ele perguntou:

- O que tenho eu de especial para você querer ser igual a mim?

-Quer mesmo ser meu amigo? Então chegue mais perto que vou lhe contar. Disse a estrelinha.

Ficaram ali horas e horas conversando e nem viram o tempo passar.

Vaga-Lume achava graça na Estrelinha.

Quando percebeu, Estrelinha tinha adormecido, deitada em seu ombro.

Vaga-Lume ficou feliz porque a Estrelinha tinha mudado de cor. Já não era mais uma estrela apagada. Ela estava brilhante e feliz porque tinha ganho um amigo.

E ele que já tinha todo aquele brilho, ficou ainda mais reluzente! O brilho da estrela refletiu no Vaga-Lume, deixando-o ainda mais luminoso. Entre todos os vaga-lumes daquela redondeza, era o que mais brilhava.


Já nem queria mais ser uma estrela. Queria ser vaga-lume mesmo. Estava tão feliz porque descobriu sua vocação. Sua vocação era fazer a Estrela brilhar.

Por isso hoje não existe mais estrela sem brilho no céu.

É que toda a vez que o Vaga-Lume percebe que uma estrela esta ficando sem brilho ele voa para pertinho dela.

Juntos possuem muita, muita luz.

À noite quando estiver no jardim, ou na rua, procure um vaga-lume. O vaga-lume é um besouro, um inseto que parece uma “lanterninha”, que brilha, brilha muito. Ele brilha como se uma estrela pequenininha tivesse descido do céu para nos fazer uma visita.

Vamos dar boas vindas ao Vaga-Lume?



terça-feira, 12 de abril de 2011

Lenda Oriental




Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe: - Que tipo de pessoa vive neste lugar? - Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? - perguntou por sua vez o ancião. - Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz.
Estou satisfeito por ter saído de lá. A isso o velho replicou: - A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui. No mesmo dia um outro jovem se acercou do Oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe: - Que tipo de pessoa vive por aqui? O velho respondeu com a mesma pergunta: - Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem? O rapaz respondeu: - Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras.
Fiquei muito triste por tê-las deixado. - O mesmo encontrarás por aqui - respondeu o ancião. Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho : - Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta? Ao que o velho respondeu: - Cada um carrega em seu coração o meio ambiente em que vive.
Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui.
Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa em nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Romance entre um gato e uma andorinha.



  
A história de amor impossível entre uma gato e uma andorinha. 




Jorge Amado, a escreveu para seu filho João Jorge em 1948, quando da comemoração de seu 1º aniversário. Foi a única história infantil escrita por esse magnífico autor, mesmo assim, só foi publicada em 1976, quando João, bulindo em seus velhos guardados a reencontrou. Mestre Carybé, ilustrou, com tão lindos desenhos que todo mundo, merece, ler, reler, folhear e sonhar essa mesma história de amor, amor impossível, entre o velho Gato Malhado e a jovem Andorinha Sinhá.O velho Gato Malhado, maltês, olhos pardos,olhos feios e maus, rabugento, solitário, cuja fama, percorre todo o parque, fazendo com que todos os seres viventes dele se afastem.Quando a Primavera chegou, vestida de luz, de cores e de alegria, olorosa de perfumes sutis, desabrochando as flores e vestindo as árvores de roupagens verdes, O Gato Malhado, estirou os braços e abriu os olhos pardos, rebolou-se na grama, como se fosse um Gato jovem, soltou um miado que mais parecia um gemido e até sorriu. O Gato aspirou a plenos pulmões a Primavera recém –chegada. Sentia-se leve, gostaria de dizer algumas palavras sem compromisso, porém todos haviam fugido. Não, todos não. No ramo de uma árvore aAndorinha Sinhá fitava o Gato Malhado e sorria-lheO Gato perguntou-lhe? Tu não fugiste, como os outros? Sinhá diz: eu não, não tenho medo de ti.Tu não podes me alcançar, não tem asas para voar, és um gatarrão feio e tolo, alias, mais feio que tolo.Assim começa a história de amor entre o Gato Malhado, feio, rabugento e com fama de mau e a jovem, corajosa, ousada e louquinha; Andorinha Sinhá.O Gato era a sombra na vida clara e tranqüila da Andorinha Sinhá, ela o seguia do alto, pois pressentia o grande corpo do Gato quando ia a caminho do seu canto predileto e lá de cima, voando, Andorinha jogava gravetos sobre ele só para atrair a sua atenção.Um dia, ele esperou-a, e como ela não veio foi caminhando e quando deu por si, estava debaixo da árvore onde Andorinha morava com sua família.Começam a conversar, ela o chama de feio, ele não quer, ela o chama de formoso, ele não quer, ele pede que o chame de Gato. Ela diz que não pode, pois sempre disseram que Andorinhas não podem conversar com nenhum Gato. (Os Gatos são inimigos das Andorinhas).“Se eu não fosse um Gato te pediria para casares comigo” Andorinha Sinhá, voou rente sobre o Gato, tocou-lhe com a asa esquerda, ele até ouviu o coraçãozinho dela bater forte.Um dia, no outono, Andorinha Sinhá, procura o Gato Malhado e o avisa não vai poder mais vê-lo, vai casar com o Rouxinol.O Gato Malhado passa a viver das recordações e dos doces momentos vividos, fica triste pois sabe que não pode viver só de lembranças, necessita também dos sonhos do futuro. No dia do casamento da Andorinha com o Rouxinol, o Gato vai em busca da cobra cascavel,para por fim a vida, pois já não sonha mais, reconheceu que já não havia futuro com que alimentar seu sonho de amor impossível.Do alto, Andorinha o vê caminhando, e adivinha-lhe o pensamento e deixa cair uma lágrima sobre ele e pensa: quem disse que uma Andorinha não pode se apaixonar por um Gato Malhado. Quem determinou que o amor só pode florescer e frutificar entre os pares. Quem disse isso é por quê nunca viveu nem sonhou uma grande história de amor.

Fonte: 
Shvoong

Leia a historinha -  seis partes - no Blog:
Pedaços em Blog




No video abaixo, imagens da peça o Gato malhado e a Andorinha sinhá. Nesta peça eu faço 
parte como a vaca (dos peitões) Raquel Púcio. Fui convidada para fazer parte do elenco cuja adaptação e direção foi realizada pela talentosa Eleonora Montenegro como formanda do curso de Ed. artística .Era um sonho meu desde criança, participar de  uma peça infantil. Me senti realizada!!
Rejane




sexta-feira, 18 de março de 2011

Cargas desnecessárias.




Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra.
Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas.
Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou :
- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande ?
- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou :
- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada ?
- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.
Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias.
E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele ? A pedra e a abóbora ?
Não.
Era a falta de consciência da existência delas.
Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.
Esse é o problema de muitas pessoas.
Elas estão carregando cargas sem perceber.
Não é de se estranhar que estejam tão cansadas !
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias ?
a. Pensamentos negativos.
b. Culpar e acusar outras pessoas.
c. Permitir que má impressões descansem na mente.
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.
e. Auto-piedade.
f. Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia.
Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente. 

Autor desconhecido.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O bosque.











Tempos atrás eu era vizinho de um médico cujo "hobby" era plantar árvores no enorme quintal de sua casa. Às vezes, observava da minha janela o seu esforço para plantar árvores e mais árvores, todos os dias. O que mais chamava a atenção, entretanto, era o fato de que ele jamais regava as mudas que plantava.
Passei a notar, depois de algum tempo, que suas árvores estavam demorando muito para crescer. Certo dia, resolvi então aproximar-me do médico e perguntei se ele não tinha receio de que as árvores não crescessem, pois percebia que ele nunca as regava. Foi quando, com um ar orgulhoso, ele me descreveu sua fantástica teoria.
Disse-me que, se regasse suas plantas, as raízes se acomodariam na superfície e ficariam sempre esperando pela água mais fácil, vinda de cima. Como ele não as regava, as árvores demorariam mais para crescer, mas suas raízes tenderiam a migrar para o fundo, em busca da água e das várias fontes nutrientes encontradas nas camadas mais inferiores do solo. Assim, segundo ele, as árvores teriam raízes profundas e seriam mais resistentes às intempéries. Essa foi a única conversa que tive com aquele meu vizinho.
Logo depois fui morar em outro país, e nunca mais o encontrei. Vários anos depois, ao retornar do exterior fui dar uma olhada na minha antiga residência. Ao aproximar-me, notei um bosque que não existia antes. Meu antigo vizinho havia realizado seu sonho!
O curioso é que aquele era um dia de um vento muito forte e gelado, em que as árvores da rua estavam arqueadas, como se não estivessem resistindo ao rigor do inverno, entretanto, ao aproximar-me do quintal do médico, notei como estavam sólidas as suas árvores: praticamente não se moviam, resistindo implacavelmente àquela ventania toda. Que efeito curioso, pensei eu... As adversidades pela qual aquelas árvores tinham passado, tendo sido privadas de água, pareciam tê-las beneficiado de um modo que o conforto o tratamento mais fácil jamais conseguiriam.
Todas as noites, antes de ir me deitar, dou sempre uma olhada em meus filhos, debruço-me sobre suas camas e observo como têm crescido. Freqüentemente, oro por eles. Na maioria das vezes, peço para que suas vidas sejam fáceis: "Meu Deus, livre meus filhos de todas as dificuldades e agressões desse mundo". Tenho pensado, entretanto, que é hora de alterar minhas orações. Essa mudança tem a ver com o fato de que é inevitável que os ventos gelados e fortes nos atinjam e aos nossos filhos. Sei que eles encontrarão inúmeros problemas e que, portanto, minhas orações para que as dificuldades não ocorram, têm sido ingênuas demais. Sempre haverá uma tempestade, ocorrendo em algum lugar, portanto, pretendo mudar minhas orações.
Farei isso porque, quer nós queiramos ou não, a vida não é muito fácil. Ao contrário do que tenho feito, passarei a orar para que meus filhos cresçam com raízes profundas, de tal forma que possam retirar energia das melhores fontes, das mais divinas, que se encontram nos locais mais remotos.
Oramos demais para termos facilidades, mas na verdade o que precisamos fazer é pedir para desenvolver raízes fortes e profundas, de tal modo que quando as tempestades chegarem e os ventos gelados soprarem, resistiremos bravamente, ao invés de sermos subjugados e varridos para longe.
Autor desconhecido

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Luta interior- Contra quem lutamos ?



Um ermitão, uma destas pessoas que por amor a Deus se refugiam na solidão do deserto, do bosque ou das montanhas para dedicar-se somente à oração e à penitência, muitas vezes reclamava que tinha muito que fazer.
Lhe perguntaram como era possível que em sua solidão tivesse tanto trabalho.

- Tenho que domar dois falcões, treinar duas águias, manter quietos dois coelhos, vigiar uma serpente, carregar um asno e sujeitar um leão. 

- Não vemos nenhum animal perto do local onde vives.
Onde estão estes animais?
O ermitão então explicou:
- Estes animais todos os homens têm, vocês também...
Os dois falcões se lançam sobre tudo o que aparece, seja bom ou mau.
Tenho que domá-los para que só se fixem sobre uma boa presa.
São meus olhos.
As duas águias ferem e destroçam com suas garras.
Tenho que treiná-las para que sejam úteis e ajudem sem ferir.
São minhas mãos.
Os dois coelhos querem ir onde lhes agrada, fugindo dos demais e esquivando-se das dificuldades.
Tenho que ensinar-lhes a ficarem quietos mesmo que seja penoso, problemático ou desagradável.
São meus pés.
O mais difícil é vigiar a serpente, apesar dela estar presa numa jaula de 32 barras.
Está sempre pronta para morder e envenenar os que a rodeiam, mal se abre a jaula. Se não a vigio de perto, causa danos.
É minha língua.
O burro é muito obstinado, não quer cumprir com suas obrigações.
Alega estar cansado e se recusa a transportar a carga de cada dia.
É meu corpo.
Finalmente, preciso domar o leão.
Quer ser o rei, o mais importante; é vaidoso e orgulhoso.
É meu coração.
Portanto, há muito que fazer...


Autor desconhecido. 



Recebi por e-mail formatado em PPS

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A porta.





"Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que
fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de
arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, a qual haviam
gravadas figuras de caveiras.

Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:

- vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por
aquela porta e por mim lá serem trancados. Todos os que por ali passaram,
escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:

Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?

- Diga, soldado. - O que havia por trás da assustadora porta? - Vá e veja.

O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios
de sol vão adentrando e clareando o ambiente, ate que totalmente aberta, nota
que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade. O soldado admirado
apenas olha seu rei que diz:

Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.


Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos
a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?"


(Autor desconhecido)




A ÁGUIA ------ Motivacional